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domingo, 30 de outubro de 2011

mudança de comportamento

Aqui estou eu sozinho com o tempo
O tempo que você me pediu
Isso é orgulho do passado
Um presente pra você

Uma delicada lembrança
Branca neve que nunca senti
Solidão me deixe forte
Talvez resolva meus problemas

Eu morreria por você
Na guerra ou na paz
Eu morreria por você
Sem saber do que sou capaz
Pa pa pa pa pa... pa pa pa pa pa....

Mudanças no meu comportamento
Distância louca de mim mesmo
Vontade de sentir o passado
Presente pra você

Eu morreria por você
Eu morreria por você
Eu morreria por você
Eu morreria por você
Sem saber do que sou capaz

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Hoje o Neguinho completa 14 anos.


No fim, tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas que o vento não conseguiu levar...
Mário Quintana

...são para sempre...

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Primavera :D

Primavera!
Até a cadeira olha pela janela.
Alice Ruiz

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

doce novembro




Que seja um doce setembro.
Um doce outro.
Um açucarado novembro.
Quem sabe sobre um pouco de doce e deixe mais apetitoso meu dezembro.
Doce e feliz dezembro.
Chegando janeiro.
O mais doce de todos.


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

...

És para meu desespero
Como as nuvens que andam altas
Todos os dias te espero
Todos os dias me faltas.

Linhares Barbosa

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Lá fora eu não sei...

...mas aqui dentro está tudo azul!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

sábado, 13 de agosto de 2011

Chico Buarque

Minha mãe sempre diz: não há dor que dure para sempre!

Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!

E apesar de saber de tudo isso.Porque algumas dores duram tanto?

Porque alguns sentimentos (diga-se de passagem os mais ridículos) demoram tanto a passar?

Porque olhar pra ele reaviva esperanças perdidas e suscitas lágrimas quentes até então contidas?

Porque o cérebro ainda não inculcou no coração que esquecer faz bem a saúde?

Porque tudo não pode ser como um bonito filme francês?

quarta-feira, 20 de julho de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A TRISTEZA PERMITIDA - Marta Medeiros

Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões – se eu disser que foi assim, o que você me diz? Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?

Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.

Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém. Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.

A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.

Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente – as razões têm essa mania de serem discretas.

“Eu não sei o que meu corpo abriga/ nestas noites quentes de verão/ e não me importa que mil raios partam/ qualquer sentido vago da razão/ eu ando tão down...” Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara. “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for. Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.

Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor – até que venha a próxima, normais que somos.

terça-feira, 28 de junho de 2011

a dor que mais dói

Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu,
Do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada;
se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial; se ela aprendeu a estacionar entre dois carros; se ele continua preferindo Malzebier; se ela continua preferindo suco de melancia; se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados; se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor; se ele continua cantando tão bem; se ela continua detestando o MC Donald’s; se ele continua amando;
se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos; não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento; não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos.
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer…
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo
agora depois que acabou de ler.

Martha Medeirosou Miguel Falabela?

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Viciada =)

Seven Day Mile
Your will changes everyday
It's a choice you gotta make
I can't help you if I want to

Down here nothing gets a chance
It's a threat that's real enough
We can burn this bridge or stay here

It's a breeze everlasting like time
Making so sure that
I can return just to see it from your side again

Always never seems to work
It's a word you never learned
I don't really see a way clear

It's a sea ever churning in tides
In the sureness of time
That our words will repeat now forever again

Well this might take a while to figure out now
So don't you rush it
And hold your head up high right through the doubt now
'Cause it's just a matter of time

You've been running so fast
It's the seven day mile
Has you torn in-between here and running away

I don't have a choice in this
It's a road I've come upon
You can join us if you want to

Always never seems to work
It's a word we never learned
Time will be the judge of all here

This might take a while to figure out now
So don't you rush it
And hold you're head up high right through the doubt now
'Cause its just a matter of time

You've been running so fast
It's the seven day mile
Has you torn in-between here and running away

It's line you've been wanting, it's your time
It's the seven day mile
Has you torn in-between here and never again
Never again

domingo, 5 de junho de 2011

Drummond



Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou.

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo, é renovar as esperanças na vida e, o mais importante, acreditar em você de novo. Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado. Chorou muito? Foi limpeza da alma. Ficou com
raiva das pessoas?

Foi para perdoá-las um dia. Sentiu-se só por diversas
vezes? É porque fechaste a porta até para os anjos.

Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora.

Pois é... agora é hora de reiniciar, de pensar na luz, de
encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Um corte de cabelo arrojado diferente, um novo curso, ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa. Olha quanto desafio, quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te esperando... Ta se sentindo sozinho? Besteira, tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento".

Tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você. Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmos nos suportamos, ficamos horríveis. O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca fica amarga. Recomeçar...

Hoje é um bom dia para começar novos desafios.

Onde você quer chegar? Alto? Sonhe alto! Queira o melhor do melhor. Queira coisas boas para a vida. Pensando assim, trazemos prá nós aquilo que desejamos.

Se pensamos pequeno, coisas pequenas teremos. Já se desejarmos fortemente o melhor e, principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida. E é hoje o dia da faxina mental.

Jogue fora tudo que te prende ao passado, ao mundinho de coisas tristes. Fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens e toda aquela tranqueira que guardamos quando nos julgamos apaixonados.

Jogue tudo fora, mas principalmente esvazie seu coração. Fique pronto para a vida, para um novo amor.

Lembre-se, somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes, afinal de contas, nós somos o "Amor".

Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.


sábado, 21 de maio de 2011

Martha Medeiros

Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. (Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar ... experimente me amar!



segunda-feira, 16 de maio de 2011

Drummond

Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.


As Coisas Tão Mais Lindas

E as coisas lindas são mais lindas
Quando você está
Onde você está

domingo, 15 de maio de 2011

Chega um momento...

...em que você não entende mais nada...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Mania de escolhas...

Que mania de precisar escolher.
Azul ou amarelo?
Voar ou andar?
Gato ou cachorro?
Trabalho ou paixão?

Cansei.
Cansei de escolhas.
Cansei de ser escolhida e de não ser escolhida.
Cansei de escolher e deixar de escolher.
A partir de hoje não escolho nada, quero tudo.

Quero uma vida azul com uma pitadinha de amarelo.
Uma longa caminhada acompanhada de muitos voos em minha imaginação.
Quero um amigo gato juntinho a um amigo cachorro.
Quero trabalhar com paixão.
Ter paixão e trabalhar.
Quero apaixonadamente viver.

Só isso.
Sem muitas escolhas.
Sem muitas paixões.
Quero o necessário.
Quero o que me faz feliz.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Tô indo...

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei em pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansada
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada.

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
- Lá sou amigo do rei -
Terei a mulher que quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

Manuel Bandeira, in Bandeira a Vida Inteira,
Rio de Janeiro, Editora Alumbramento, 1986

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Amorinho

E eis que de repente aparece alguém
Alguém doce, amável e fiel
Fiel a ideia de estar junto, ora aprendendo ora errando
Fiel ao amor que cultiva independente dos defeitos
Que são deixados de lado, pois esse alguém aprendeu a admirar qualidades
Se hoje meu coração bate forte,
Você é um dos motivos, um dos mais importantes
Aquele que faz com que eu cultive girassóis em meu coração
Que se mantém aquecido e colorido
Obrigada por tudo
Obrigada pelo amor incondicional
Mas principalmente por me dar a liberdade que muitos querem e poucos possuem.

Flávia Vasconcellos
15/4/11

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Drummond

Amor é privilégio de maduros
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.

É isto, amor: o ganho não previsto,
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe

valendo a pena e o preço do terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.

Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Naiana Alberti

De um lado do rio, dez motivos para navegar.
Do outro, dez motivos para ficar em terra firme.
Só falta você decidir em que margem quer estar.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Gostei tanto do que li...

‎' Todos os sentimentos cansam e "desistem", menos o amor. Sentimento algum é tão teimoso! Até quando passa, não acaba. Posto de lado, jamais se conforma. Mesmo se afogando na impossibilidade, não morre. '

quinta-feira, 17 de março de 2011

John ou Martha?

"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém."

quarta-feira, 9 de março de 2011

O que será que será

O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mentir e me faz implorar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita

O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite

O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os tremores me vêm agitar
E todos os suores me vêm encharcar
E todos os meus nervos estão a rogar
E todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflição medonha me faz suplicar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

_ _ _ C _ por Fabrício Carpinejar

O relacionamento é um bicho-de-sete-cabeças. Cabe decepar cinco delas e deixar duas pensando. Não permitir que outras cabeças intrusas mandem mais do que o casal, ainda que seja a mãe, a sogra, a melhor amiga ou amigo.

Aprendi a amar jogando Forca na escola. Deduzir as letras que faltam para não deixar morrer a linguagem.

É evidente que complicamos o amor. Pois o amor nos torna confusos, eufóricos, instáveis.

Nada apaga a incerteza do começo.

Quando se fica junto e ainda não se tem convicção do enlace.

Qualquer sinal pode aproximar ou sacrificar o início.

Nenhum dos dois confessa o namoro. Ficam juntos, não conseguem voltar para casa, arrumam pretextos e não se fala o que se queria. Ambos rodeiam com palavras outras para se aproximar da palavra aquela.

Já descobriram a intimidade, a empatia, as afinidades, mas há o medo de apressar.

Mas há também o medo de demorar.

Como é difícil acertar o ritmo de fora com o ritmo de dentro.

O abraço serve para apartar o excesso de palavras, assim como no boxe serve para conceder trégua aos socos. Quanta violência na vagueza. É dormir de tarde e acordar de noite.

O amor rouba o fuso, o contexto, a simplicidade. É uma mudez carregada de fragilidade. Apaga-se a luz para diminuir o medo de não ser aceito.

O amor aperfeiçoa os defeitos. Os defeitos ficam charmosos, simpáticos, expansivos.

O amor devolve a transfiguração. A realidade não basta.

Percebe-se no lampião sua touca de vidro. E se acha graça do fogo usando touca de banho para não molhar os cabelos.

De repente, se está rindo sozinho do absurdo de ver mais do que se deveria, pelo excesso de contingente da imaginação.

O que era impensável parece adequado. Não se enxerga somente o passado de quem se ama, mas o que se oferece de futuro.

Da mesma forma, nada apaga a incerteza do final. Volta-se ao mesmo "não-sei-o-quê", o doloroso balbuciar destinado a encerrar uma história.

Nenhum dos dois pede a conta - o temor de que o estrago seja maior que o fundo.

Não se toma partido, a iniciativa. Há o risco de errar feio ao se enganar com a previsão.

Calam-se e discutem por qualquer coisa porque não se tem coragem de discutir o que interessa. É um estado de nervosismo permanente, de vulnerabilidade extremada.

Vontade de terceirizar a vida e deixar que os outros administrem e tomem as decisões em nosso lugar.

Vontade de largar a casa, os móveis, mudar de identidade e retornar assim que tudo estiver resolvido.

A falência amorosa é como a falência de uma empresa. As centenas de funcionários demitidos são as lembranças. São postos na rua preceitos, frases e ideais antes caros à memória.

A indefinição é o que faz o amor permanecer ou ir embora. E não existe modo de diminuí-la.

Talvez a vida seja curta para cumprir as expectativas, talvez seja longa para entretê-las.

Que o amor seja indefinido para durar. Só se fala do que se tem necessidade de compreender.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Bom para todos os momentos...

"Eu acredito que tudo acontece por um motivo. As pessoas mudam para que você consiga deixá-las para lá. As coisas dão mal para você aprender a apreciá-las quando estão boas. E às vezes, coisas boas se separam para que coisas melhores ainda se juntem". (Marilyn Monroe)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

...o que sinto...

Queria ver o mar
Sentir o mar
Lavar a alma...
Revigorar
Energizar
Acalmar o peito
Dormir direito
Afundar os pés na areia
Vivenciar a brisa
Ouvir os ruídos
Sentir os sentidos

sábado, 22 de janeiro de 2011

O vento ;)

Posso ouvir o vento passar,
assistir à onda bater,
mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver...
Eu pensei..
Que quando eu morrer
vou acordar para o tempo
e para o tempo parar:
Um século, um mês,
três vidas e mais
um passo pra trás?
Por que será?
... Vou pensar.

- Como pode alguém sonhar
o que é impossível saber?
- Não te dizer o que eu penso
já é pensar em dizer
e isso, eu vi,
o vento leva!
- Não sei mais
sinto que é como sonhar
que o esforço pra lembrar
é a vontade de esquecer...
E isso por que?
Diz mais!
Uh... Se a gente já não sabe mais
rir um do outro meu bem então
o que resta é chorar e talvez,
se tem que durar,
vem renascido o amor
bento de lágrimas.
Um século, três,
se as vidas atrás
são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer
lento o que virá,
e se chover demais,
a gente vai saber,
claro de um trovão,
se alguém depois
sorrir em paz.
Só de encontrar... Ah!!!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Aos amigos

‎"Haverá alguma coisa mais doce do que teres alguém com quem possa falar de todas as tuas coisas, como se falasse contigo mesmo?"
Cícero.