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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Uma das músicas que mais gosto =)

Vieste
Na hora exata, com ares de festa
E luas de prata
Vieste
Com encantos, vieste, com beijos silvestres
Colhidos pra mim
Vieste
Com a Natureza, com as mãos camponesas
Plantadas em mim
Vieste
Com a cara e a coragem, com malas, viagens
Pra dentro de mim, meu amor
Vieste
À hora e a tempo, soltando meus barcos
E velas ao vento
Vieste
Me dando alento, me olhando por dentro
Velando por mim
Vieste
De olhos fechados, num dia marcado
Sagrado pra mim
Vieste
Com a cara e a coragem, com malas, viagens
Pra dentro de mim, meu amor.

domingo, 25 de julho de 2010

AUSÊNCIA

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Drummond

sábado, 10 de julho de 2010

Amar, verbo intransitivo

Há muitos anos, ainda no colegial, li um livro que me envolveu profundamente. O envolvimento não foi pelo tema em si, nem pela história, mas sim pelo seu título.
Quando Mário de Andrade escreveu Amar, verbo intransitivo queria mostrar a visão de uma sociedade paulistana do ponto de vista dele. Amante de Freud, o escritor utiliza a teoria freudiana como embasamento para a trama, onde o sexo é a base de tudo.
Mas, vamos ao que de fato chamou minha atenção. O que é um verbo intransitivo? É um verbo que designa uma ação que não afeta outro indivíduo, ou seja, é um verbo que possui sentido completo.
É engraçado o fato de cobrarmos amor ao outros. Cobramos amor dos amigos, familiares, conhecidos, até mesmo do seu cão você cobra amor.
Pensando no amor por esse outro ângulo, não se cobra amor. Amor é aquilo que você sente, independente do que o outro sente.
Como explicar o amor que você sente por uma pessoa que nunca viu pessoalmente, por exemplo, o filho de uma amiga que more em outro país? Precisamos amar intransitivamente, não importa quem, não importa o alvo.
Amor você sente, e do meu ponto de vista, só após aprender amar intransitivamente você poderá amar transitivamente.

sexta-feira, 9 de julho de 2010





O meu próximo texto tem tudo a ver com ele!



quarta-feira, 7 de julho de 2010

Você sente?

O que você sente? O que você realmente sente?
Estou pensando há alguns dias no verbo sentir.
Certa vez, em uma das vezes que fiz terapia, durante a faculdade de psicologia, minha antiga profissão, a minha psicóloga Dafny me perguntou: como você come? E naquele instante eu pensei em quão estranha aquela pergunta era. Com o passar do tempo, percebi o que ela queria dizer. Ufa! E ela completou meu pensamento dizendo: o modo como você come, é o mesmo modo como você se relaciona com os outros.
E como que num passe de mágica, entendi tudo. Você mastiga? Sente efetivamente o gosto? Sente o cheiro? Sente sabor? Sente prazer? Basicamente: você sente?
Hoje pensei nisso! Sentir é uma palavrinha mágica! Resolve muita coisa e proporcionalmente desafia. Todos os dias sentimos muitas coisas, mas como ensinar ao corpo a forma de sentir cada uma delas? Sentir apenas o que é emocionalmente agradável, por exemplo.
Não querido amigo, não há uma fórmula, não há um segredo. Sabe o que no fim acontece? Sentimos tudo, sempre! Mas com o tempo ensinamos o corpo a sentir cada vez mais apenas o que nos interessa.
Suas relações com as pessoas, são sentidas? Você se relaciona superficialmente? Ou você faz parte do pequeno grupo que conhece as pessoas que convive?
Que isso não seja um convite a superficialidade promovida por muitos, mas que os mais próximos sejam realmente próximos. Que o sentir esteja presente em cada ação, em cada pensamento. Que você se permita sentir tudo e nada, difícil? E que possa em um momento escolher aquilo que realmente deseja sentir.
Sinto muitas coisas e quanto mais sinto, mais avalio o que vale a pena sentir.