Há pessoas, tantas pessoas,
que, ao longo da nossa vida,
passam,
como passam as paisagens
pela janela de um trem.
Nada mais são, nada mais querem ser,
senão paisagem.
Bonita, às vezes; passageira sempre…
Mas há outras pessoas
que viajam conosco no mesmo comboio,
que permanecem ao nosso lado por toda a jornada,
compartilhando tudo:
as alegrias e também os momentos difíceis.
A essas oferto minha amizade,
meu coração
e minha alma.
DeRose
domingo, 5 de dezembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
domingo, 12 de setembro de 2010
Música que traz lembranças
Sabe a música que traz lembranças quase que imediatamente? Pois é!
Inverno - Adriana Calcanhoto
No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir
Sempre me quis só
No deserto sem saudade, sem remorso só
Sem amarras, barco embriagado ao mar
Não sei o que em mim
Só quer me lembrar
Que um dia o céu reuniu-se à terra um instante por nós dois
Pouco antes de o ocidente se assombrar
Inverno - Adriana Calcanhoto
No dia em que fui mais feliz
Eu vi um avião
Se espelhar no seu olhar até sumir
De lá pra cá não sei
Caminho ao longo do canal
Faço longas cartas pra ninguém
E o inverno no Leblon é quase glacial
Há algo que jamais se esclareceu
Onde foi exatamente que larguei
Naquele dia mesmo
O leão que sempre cavalguei
Sempre me quis só
No deserto sem saudade, sem remorso só
Sem amarras, barco embriagado ao mar
Não sei o que em mim
Só quer me lembrar
Que um dia o céu reuniu-se à terra um instante por nós dois
Pouco antes de o ocidente se assombrar
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Uma das músicas que mais gosto =)
Vieste
Na hora exata, com ares de festa
E luas de prata
Vieste
Com encantos, vieste, com beijos silvestres
Colhidos pra mim
Vieste
Com a Natureza, com as mãos camponesas
Plantadas em mim
Vieste
Com a cara e a coragem, com malas, viagens
Pra dentro de mim, meu amor
Vieste
À hora e a tempo, soltando meus barcos
E velas ao vento
Vieste
Me dando alento, me olhando por dentro
Velando por mim
Vieste
De olhos fechados, num dia marcado
Sagrado pra mim
Vieste
Com a cara e a coragem, com malas, viagens
Pra dentro de mim, meu amor.
Na hora exata, com ares de festa
E luas de prata
Vieste
Com encantos, vieste, com beijos silvestres
Colhidos pra mim
Vieste
Com a Natureza, com as mãos camponesas
Plantadas em mim
Vieste
Com a cara e a coragem, com malas, viagens
Pra dentro de mim, meu amor
Vieste
À hora e a tempo, soltando meus barcos
E velas ao vento
Vieste
Me dando alento, me olhando por dentro
Velando por mim
Vieste
De olhos fechados, num dia marcado
Sagrado pra mim
Vieste
Com a cara e a coragem, com malas, viagens
Pra dentro de mim, meu amor.
domingo, 25 de julho de 2010
AUSÊNCIA
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
Drummond
sábado, 10 de julho de 2010
Amar, verbo intransitivo
Há muitos anos, ainda no colegial, li um livro que me envolveu profundamente. O envolvimento não foi pelo tema em si, nem pela história, mas sim pelo seu título.
Quando Mário de Andrade escreveu Amar, verbo intransitivo queria mostrar a visão de uma sociedade paulistana do ponto de vista dele. Amante de Freud, o escritor utiliza a teoria freudiana como embasamento para a trama, onde o sexo é a base de tudo.
Mas, vamos ao que de fato chamou minha atenção. O que é um verbo intransitivo? É um verbo que designa uma ação que não afeta outro indivíduo, ou seja, é um verbo que possui sentido completo.
É engraçado o fato de cobrarmos amor ao outros. Cobramos amor dos amigos, familiares, conhecidos, até mesmo do seu cão você cobra amor.
Pensando no amor por esse outro ângulo, não se cobra amor. Amor é aquilo que você sente, independente do que o outro sente.
Como explicar o amor que você sente por uma pessoa que nunca viu pessoalmente, por exemplo, o filho de uma amiga que more em outro país? Precisamos amar intransitivamente, não importa quem, não importa o alvo.
Amor você sente, e do meu ponto de vista, só após aprender amar intransitivamente você poderá amar transitivamente.
Quando Mário de Andrade escreveu Amar, verbo intransitivo queria mostrar a visão de uma sociedade paulistana do ponto de vista dele. Amante de Freud, o escritor utiliza a teoria freudiana como embasamento para a trama, onde o sexo é a base de tudo.
Mas, vamos ao que de fato chamou minha atenção. O que é um verbo intransitivo? É um verbo que designa uma ação que não afeta outro indivíduo, ou seja, é um verbo que possui sentido completo.
É engraçado o fato de cobrarmos amor ao outros. Cobramos amor dos amigos, familiares, conhecidos, até mesmo do seu cão você cobra amor.
Pensando no amor por esse outro ângulo, não se cobra amor. Amor é aquilo que você sente, independente do que o outro sente.
Como explicar o amor que você sente por uma pessoa que nunca viu pessoalmente, por exemplo, o filho de uma amiga que more em outro país? Precisamos amar intransitivamente, não importa quem, não importa o alvo.
Amor você sente, e do meu ponto de vista, só após aprender amar intransitivamente você poderá amar transitivamente.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Você sente?
O que você sente? O que você realmente sente?
Estou pensando há alguns dias no verbo sentir.
Certa vez, em uma das vezes que fiz terapia, durante a faculdade de psicologia, minha antiga profissão, a minha psicóloga Dafny me perguntou: como você come? E naquele instante eu pensei em quão estranha aquela pergunta era. Com o passar do tempo, percebi o que ela queria dizer. Ufa! E ela completou meu pensamento dizendo: o modo como você come, é o mesmo modo como você se relaciona com os outros.
E como que num passe de mágica, entendi tudo. Você mastiga? Sente efetivamente o gosto? Sente o cheiro? Sente sabor? Sente prazer? Basicamente: você sente?
Hoje pensei nisso! Sentir é uma palavrinha mágica! Resolve muita coisa e proporcionalmente desafia. Todos os dias sentimos muitas coisas, mas como ensinar ao corpo a forma de sentir cada uma delas? Sentir apenas o que é emocionalmente agradável, por exemplo.
Não querido amigo, não há uma fórmula, não há um segredo. Sabe o que no fim acontece? Sentimos tudo, sempre! Mas com o tempo ensinamos o corpo a sentir cada vez mais apenas o que nos interessa.
Suas relações com as pessoas, são sentidas? Você se relaciona superficialmente? Ou você faz parte do pequeno grupo que conhece as pessoas que convive?
Que isso não seja um convite a superficialidade promovida por muitos, mas que os mais próximos sejam realmente próximos. Que o sentir esteja presente em cada ação, em cada pensamento. Que você se permita sentir tudo e nada, difícil? E que possa em um momento escolher aquilo que realmente deseja sentir.
Sinto muitas coisas e quanto mais sinto, mais avalio o que vale a pena sentir.
Estou pensando há alguns dias no verbo sentir.
Certa vez, em uma das vezes que fiz terapia, durante a faculdade de psicologia, minha antiga profissão, a minha psicóloga Dafny me perguntou: como você come? E naquele instante eu pensei em quão estranha aquela pergunta era. Com o passar do tempo, percebi o que ela queria dizer. Ufa! E ela completou meu pensamento dizendo: o modo como você come, é o mesmo modo como você se relaciona com os outros.
E como que num passe de mágica, entendi tudo. Você mastiga? Sente efetivamente o gosto? Sente o cheiro? Sente sabor? Sente prazer? Basicamente: você sente?
Hoje pensei nisso! Sentir é uma palavrinha mágica! Resolve muita coisa e proporcionalmente desafia. Todos os dias sentimos muitas coisas, mas como ensinar ao corpo a forma de sentir cada uma delas? Sentir apenas o que é emocionalmente agradável, por exemplo.
Não querido amigo, não há uma fórmula, não há um segredo. Sabe o que no fim acontece? Sentimos tudo, sempre! Mas com o tempo ensinamos o corpo a sentir cada vez mais apenas o que nos interessa.
Suas relações com as pessoas, são sentidas? Você se relaciona superficialmente? Ou você faz parte do pequeno grupo que conhece as pessoas que convive?
Que isso não seja um convite a superficialidade promovida por muitos, mas que os mais próximos sejam realmente próximos. Que o sentir esteja presente em cada ação, em cada pensamento. Que você se permita sentir tudo e nada, difícil? E que possa em um momento escolher aquilo que realmente deseja sentir.
Sinto muitas coisas e quanto mais sinto, mais avalio o que vale a pena sentir.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
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