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domingo, 2 de agosto de 2009

Procura-se um amigo

Não precisa ser homem ou mulher. Basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo, saber ouvir. Tem que gostar de poesia, da madrugada, de pássaros, de Sol, da Lua, do canto dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar. Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de ser amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações da infância. Precisa-se de um amigo para não enlouquecer, para contar o que viu de belo e de triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vide é bela, mas porque já se tem um amigo.

Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que bata nos ombros sorrindo e chorando, mas que nos chame de amigo para ter-se consciência de que ainda se vive.”

(Não sei quem é o autor)

Um pouco sobre mim e sobre o que penso

Nasci em Salvador-BA na década de 80. Ingressei na Faculdade de Psicologia na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e iniciei também meu Curso de Formação no Método DeRose. Conclui ambos os cursos e em seguida mudei para São Paulo. Ministro aulas do Método há 7 anos.

Existem dois temas que são estreitamente relacionados: saúde e qualidade de vida. A relação entre eles é um fato que podemos reconhecer no nosso cotidiano e com o qual pesquisadores e cientistas concordam inteiramente. Isto é, a saúde contribui para melhorar a qualidade de vida e esta é fundamental para que um indivíduo ou comunidade tenha saúde.
Tenho presenciado essa insana busca por qualidade de vida. E como trabalho com isso, torna-se mais fácil observar essa busca desenfreada. As técnicas do Método trabalham o corpo em sua totalidade. Treinam-se respiratórios, técnicas corporais de força e flexibilidade, além de meditação.
Essa busca pela qualidade de vida é antiga para a maioria das pessoas, já que isso é o que buscam na prática. O Método é muito mais complexo do que parece, pois não limita-se apenas a essas migalhas, mas é uma filosofia de vida, um modo de apresentar-se ao mundo.
Quando falo que sou professora do Método DeRose, a pessoa sabe exatamente o que quero dizer, é um raio-x do que sou. Mostro através disso como me comporto, qual a minha alimentação, como são minhas relações com as pessoas e com o mundo. Nossa, tudo isso apenas por dizer que ensino Método DeRose!
É isso! Mais um post para você pensar!

Informações:
flavia.vasconcellos@metododerose.org